Foi a banda que conseguiu me tirar da Beatlemania.
Era lá por 1985 quando, em uma festa lá em casa, acho que em um aniversário do meu irmão, uma galera lá amiga dos meus primos colocaram um disco pra tocar e ficaram pulando na garagem, eu tinha uns 11 anos, eu não sabia o que era, mas era legal.
Me lembro daquele refrão “Run… Live to fly. fly to live… do or die” – Yesss! Show!
Fui procurar o disco no outro dia, lá estava, era o Iron Maiden e o disco tinha insígnias egípcias, eu já era aficionado pelo antigo egito de tanto ler umas coisas na Mirador que tinha na biblioteca.
Coloquei o disco pra tocar e logo a primeira música… era aquela!
Somado a isso, lá por 85 houve uma explosão de popularidade do Iron Maiden entre os roqueiros, devido à apresentação deles no Rock in Rio; deixaram boa impressão e toda uma geração até avessa ao rock pauleira (é como o metal ficou conhecido na época) passou a gostar do som pesado – foi o Iron a porta de entrada, já que o Van Halen, embora pesado, transitava com a estética mais pop.
Daí descobri uma fita perdida lá por casa, alguém deve ter deixado lá ou surgiu do nada, já que meu irmão não gostava de rock pesado mesmo.
Rapaz… coloquei aquela fita em um gravador CCE e escutei aquilo dias seguidos, acho que mais de duas semanas, sendo que a primeira música, a “Aces High” (era essa a música do “Live to fly…”) escutava mais que as outras (era fácil, pois como era a primeira bastava apertar o rewind que batia já no começo da fita mesmo).
Aliás, lembro que em uma das noites eu liguei a saída desse tocador em um aplificador de guitarra Palmer que eu tinhá, sonzão alto. Meu quarto era pegado ao quarto dos meus pais, e passei a noite toda escutando a fita com o volume no talo – não bastasse o volume, a caixa estava encostada à parede do quarto dos meus pais – não duvido que até hoje, 30 anos após, seus ouvidos ainda estejam zimbindo… sem contar que, penso, nem dormiram naquela madrugada.
Uns meses se passaram e consegui o show “Live After Death”, não lembro em qual locadora, era uma que tinha lá na Rua Salvador, acho que era uma tal de “Top Video”, sei lá.
Meirmão… eu já gostava das músicas, fui assistir ao show com aqueles cenários egípcios, com o Ed (o mostrinho faceiro da banda, o mascote) no palco – puta que pariu! Terminei de virar fã.
Na época eu não sabia muito de inglês, e confundi aquela fala inicial do show (Discurso do Winston Churchill) como se fosse alguns dizeres diabólicos, devido à voz do cara (confesse, você também achou isso quando escutou a peimeira vez) – Bem, isso só me fazia achar mais interessante tudo aquilo, já que na época eu era entusiasta em pesquisa de ocultismo e tals.
Então, minha adolescência era gravitada entre Beatles e rock pesado (porque daí conheci outras bandas).
Era 2009 quando o Iron veio em Manaus, cheguei atrasado, na segunda música (pois é… perdi a “Aces High”, em outro posto conto o motivo).
Fiquei feliz tendo visto meus herois ao vivo, ainda que de longe.
Dia desses na Saraiva vi os dois CDs pra vender, eu já os tenho, mas os lanados nos anos 90. Comprei-os de novo, vou escutá-lo e ver o que a memória me traz, já que já passam mais de trinta anos do impacto.

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