Era o rock-bar mais conhecido e frequentado na segunda metade dos 90´s.
Na época eu o chamada de “Hells”, porque era conhecido inicialmente como o bar dos Hells Angels, bar esse que havia se iniciado em um local no São Jorge, a caminho da Ponta Negra, em frente ao Cigs;- depois foi pra lá, no comecinho da Av. Recife, logo pegado ao viaduto de Flores. Era o típico “Pub”, mas como o nome “Pub” não era comumente usado em Manaus naquela época, o era chamado e autochamado de “Bar” mesmo.
Já na entrada nos deparávamos com o palco, com uma escada para o mezanino, umas mesas de sinuca no andar de baixo. Não havia nível do meio: o de baixo era abaixo mesmo, com escada para descer abaixo do nível da rua, e a de cima com escada para subir. Ao nível da rua mesmo, só o palco, que como ficava bem no meio dos dois andares, não tinha, nem precisava, de “plataforma” para ser palco, e aquele teto que saía por detrás do palco emendando para o bar fazia com que a acústica ficasse memorável: o som era alto mesmo. Isso fazia com que nos dois andares ou se lesse os lábios dos interlocutores, se deduzisse o que falava, ou se conversasse alto ou se ficasse perto – sob pena de não haver comunicação verbal – como o som era legal, ao menos nas vezes em que lá estive, valia menos conversa e mais audição.
A bateria sempre estava com o som mais alto, estalando mesmo, acho que o cara que fazia o som devia ser baterista (todo cada de som baterista deixa a bateria nas alturas, ao vivo) – aliás, o som ali sempre era visceral, alto e espalhado mesmo.
Qualquer banda de rock queria tocar lá. Em uma época onde a internet não estava ainda popularizada,era importante tocar em algum lugar que já tivesse, no inconsciente coletivo, a fama de já ter rock de qualidade.
Era o Porão da época. Todas as bandas que lá se apresentaram hoje se orgulham de tê-lo feito, e era o olimpo para qualquer grupo de rock da época se apresentar lá, é como se fosse uma cancela para o próximo nível de reconhecimento.
Frequentado pela classe B e A. Eu estive lá no War Zone umas três vezes, gostei das três.

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O estilo era simpaticão. Dizíamos na época que mais parecia uma “casa onde o dono resolveu dar uma festa com os amigos”.
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Aí, nesse chão do lado direito, bem lá na frente, ficava o palco.

Estive lá dia desses. Tirei umas fotos da calçada. Não mudou muito o aspecto do que outrora foi – não sei se quem passa ali lembra que aquele local quase centralizou os que gostavam de bom som, há 15 anos.

 

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