Embora eu não seja fã do Megadeath, nem conhecedor da discografia da banda, reconheço sua importância.

Nascido a partir de uma dissidência do Metallica, é capitaneada por Dave Mustaine – um vocalista que também é… guitarrista solo da banda!

Já assisti a um show do Megadeath, em 1991, no Rock In Rio II, no Maracanã; até hoje nunca ouvi som mais alto em um show, até nos corredores e banheiros o som estava estarrecedor, dali só lembro de entender a “Holly Wars”, que na época era a música mais conhecida do Megadeath. Ano passado comprei um DVD e a partir desse DVD comprei uma faixa do iTunes, a “Countdown to extintion”, e a escuto vez em quando. Mas só isso.

Eis que ressurgiu meu interesse pelo Megadeath, a partir do lançamento do mais recente CD da banda, o Dystopia.

São três os motivos para ter esse CD: pelo que li nas críticas, ele está sendo bem festejado pelos iniciados em trash metal – um gênero que nunca fui grande apreciador, só uma música ou outra.

O segundo motivo é nos mostrar que o velho Dave Mustaine continua mandando bem e bala, não importando a idade.

O terceiro e mais legal motivo é que o Megadeath conta agora com Kiko Loureiro, um guitarrista que gosto muito, acho que um modelo para os que se dedicam às seis cordas elétricas, e isso coloca o Brasil no jogo da música mundial (seria um correspondente aos brasileiros que lutam no UFC, ou ao Ayrton Sena nos anos 90 na Formula 1 mundial). É sempre bom ver um brasileiro brilhando mundialmente.

O som está triunfal, e sempre que eu ouvi-lo vou lembrar desse momento em que acabei de gravar o CD com a minha banda, a Noiantes.

A primeira música tem a introdução que é uma aula de guitarra trash metal, power chord tocado no modo speed. Bom para notar a precisão com que soa quando fica bem tocado.

Gostar e ficar ouvindo de novo e de novo só gostei de duas músicas: a música-título e a última, pelo mesmo motivo, são as mais melodiosas do disco.

A princípio eu só gostava da segunda música (que antes a havia escutado no youtube, depois comprei o CD, uma prova de que ter as músicas gratuitas online não necessariamente impedem quem se vendam CDs físicos), mas fui me deixando ouvir faixa a faixa até que quando chegou na última, de cara já gostei.

O restante do disco achei meio monocórdico, monótono (no real sentido da palavra: mesmo tom o tempo todo, não no sentido de ser chato).

O material gráfico está tremendamente bem produzido, o que confirma que ver o encarte é um dos bons motivos para se comprar CD ainda em 2016.

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