Hoje só três motivos levam alguém a conscientemente comprar CD físico em loja. Escutei dia desses que nenhuma banda mais sobrevive vendendo CD, esses disquinhos se tornaram cartões de visita; a indústria fonográfica hoje é online.

Realmente, semana passada estive na Bemol, que nos anos 90 era a maior loja de CD aqui de Manaus, e o que havia de disquinhos estava em um cesto de promoção de 7 reais a unidade. O setor seria fechado.

Então, o que leva hoje, 2016, alguém comprar CD ainda? Estive na Saraiva e acabei de comprar o CD novo do Megadeath, o estou escutando no carro, por isso concluo que, se alguém compra CD em 2016 ainda, é por um desses motivos:

1 – Gostar do artista – Se compra o CD como um souvenir, um objeto físico que corporifique a admiração que temos por aquela banda, uma espécie de souvenir. Incluindo aí o fato de um dia olhar a coleção de CD e se lembrar que em tal época gostava de tal banda e por isso comprou o CP. Ainda hoje quando olho nos CDs que eu comprei vejo o CD “In Utero” do Nirvana, que comprei na semana em que foi lançado, em 1994; lembro que esperei ansiosamente para vê-lo à venda para tê-lo logo (sequer existia internet à época).

2 – Ter muita curiosidade sobre determinada obra – Comprei o novo CD do Megadeth porque queria escutar a guitarra do Kiko Loureiro nele, achei que a novidade e a oportunidade de ter um brasileiro tocando um uma grande banda internacional justificava cada centavo do gasto. Os carros não possuem ligação direta com a internet para ouvir música ainda (ao menos não o meu) então, ao invés de procurar no youtube ou nos streamings, mais rápido é logo comprar o CD que surge na loja à nossa frente e ir ouvindo logo, tudo mais prático até por isso.

3 – Conhecer  a obra, mas querer escutá-la em sublime e triunfal som FLAC – Já se conhece a obra, até já se tem o MP3, mas queremos escutar em som puro FLAC (arquivo original dos CDs), não mais para conhecer, mas para degustar e nos aprofundarmos no som. Mesmo já tendo os aquivos do Dark Side Of the Moon, eu o quis comprá-lo na versão 5.1 e na última remasterização, para mergulhar nas nuances da nova edição com tecnologia 2015, naquela obra de 1973.

Ok, mais um motivo: Se você é músico e vai editar seu próprio CD, geralmente compra algum para saber quais são os dizeres obrigatórios que precisam estar presente no material impresso (sabia que a Phillips determina como obrigatório a logomarca “Compac Disc digital audio” nos encartes ou capas?), ou ideias para o que deva constar na parte gráfica (letras impressas, por exemplo, estão caindo em desuso, mas a ficha técnica nunca saiu de costume ter no encarte).

comments (1)

  • Olá, Marcos.

    Até minutos atrás, eu só conhecia o consultor jurídico Marcos Evangelista da televisão. Que surpresa boa, esta, saber que você ligado em música. Eu estava procurando uma coisa, e acabei encontrando outra: o seu blog.

    Os três motivos apresentados na matéria casam muito bem com o meu hábito de prosseguir na compra de CDs, e não pretendo parar. É que só levo a sério a música disponível no chamado formato físico, pouco importa os outros meios para obtê-la. Às vezes me sinto um dinossauro, por insistir em ter em mãos aquele CD que sempre desejei, ou substituir algum item antigo por outro com qualidade sonora melhorada, bem como pelas faixas-bônus. Sempre que minha carteira permite, adquiro box sets, geralmente importados, verdadeiros baratos que não costumam sair baratos.

    E, por fim, outro motivo que me faz adquirir os disquinhos prateados, é que ele é lindo, além de possuir — e que me desculpem os amigos amantes do LP — qualidade sonora superior. Já não tenho paciência para ouvir junto com a música, no LP, os ‘placs-plufs-tucs-frrrrr-shhh’ dos bolachões.

    Parabéns pelo blog.

    Abraço!

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