O dólar já há muito passou de R$ 4,00; desemprego, quebras e prejuízo em volta – Não basta ser ruim, está ficando pior, pois o brasileiro, como há 30 anos, começou a se acostumar à crise.

Sabemos que o típico cidadão tupiniquim é passivo mesmo, assiste contemplado a tudo ao invés de participar, e não está sendo diferente agora.

Nos anos 80 não “tivemos” uma crise; nós vivíamos em crise, o aponto de pensarmos que tudo aquilo ali era normal.

Já percebo isso nesse janeiro de 2016: as pessoas começam a esquecer o surto de bonança e prosperidade de dez anos atrás e, adptando suas vidas aos apertos da crise atual, parecem aceitá-la ao invés de pressionar qualquer um com poder de decisão a manejar algo para sairmos do caos.

Atribuo isso a um dos três motivos:

1 – Como a crise não chegou de uma vez, mas veio lentamente, não ficou claro qual foi o “ponto de quebra”, e isso tirou a noção de quando foi o “ontem estávamos bem, hoje não”;

2 – Como o Brasileiro é “bom”, passivo, manipulável e manso, com uma pitada de preguiça, prefere “deixar como está para ver como é que fica”; o típico “se ninguém se mexe, também não eu”;

3 – Como a crise veio após um período vendido como “espetáculo do crescimento”, as pessoas ficaram tão perplexas e chocadas com a virada de cenários que ficaram estáticas, e esse estado catatônico congelou qualquer reação ou agressividade positiva.

Eu espero estar errado; mas juntando a incompetência governamental com a passividade popular, talvez os próximos três anos sejam bem diferentes da prosperidade que tínhamos certeza, há tempos, que seria.

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