Até a última quinta eu era um viciado em açúcar. Qualquer suco tinha que ter uns quatro a seis envelopinhos de açúcar. Melhor adoçante, pois adoçava até mais; melhor mesmo era adoçante líquido: umas esguinchadas (e não apenas pingos) daquilo tinha a vantagem de não dar o trabalho de ter que dissolver pó.

Café ou chá? Pelo menos um saquinho do doce.

É um daqueles venenos que sabemos que é do mau, que faz mal, e usamos. Uma droga lícita mesmo.

Açúcar deixa cansado, faz produzir insulina (barriga!), pode gerar diabetes, engorda e tals e tals.

Eu decidi largar mais um vício.

Em 2011 foi o refrigerante, naquela época, influenciado pela namorada do momento, que já havia largado os soft drinks anos antes.

Agora, agi sozinho: largar a droga dos açúcares e adoçantes.

Simplesmente acordei quinta e disse, não mais açúcar.

Desde lá, suco, chá e café é do jeito que vier pra mesa.

Achei que seria uma adaptação difícil. Nada! Até café mesmo, com o gosto ácido, já acostumei.

Eu achava que teria alguma síndrome de abstinência. Nada! Quer dizer… até agora nada!

Estou feliz por ter superado mais essa, saber que me livrei de mais um veneno.

Não do açúcar que já vem em tudo, esse nenhum de nós vai se livrar, mas ao menos daquele que eu colocava para tornar tudo ainda mais venenoso.

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