A idade traz certas luzes.

Hoje sei que não existe, de forma absoluta, certo ou errado, direta ou esquerda, sim ou não e muito menos bom e ruim. Cada posicionamento possui virtudes e defeitos e uma configuração perfeita é a que consiga congregar o que houver de melhor nos diversos mundos.

A essa visão de que “se não é lá, é aqui”, chamamos “Maniqueísmo” (admita: você já havia escutado essa palavra, só não tinha certeza do significado).

Maniqueau foi um filósofo que tentou estruturar os pensamentos assim, como peças lego: tudo “certinho”, então, se não é redondo, é quadrado; se não for bom, necessariamente é ruim. Viveu lá pelo pelo século III (é, lá pelos anos duzentos mesmo, antigo).

O maniqueísmo tem terreno fértil na política (direita/esquerda), economia (capitalismo/socialismo), religião (Deus/diabo) e por aí fora. Maniqueísta não conhece “talvez”, e não consegue decompor um conceito em partes para filtrar cada uma delas.

Um estudo até pode partir do maniqueísmo como base didática e teórica mas, para ter utilidade prática, é necessária a libertação dessa dualidade; eu já fui maniqueísta em um monte de coisa. nos anos 80 e 90, tudo o que não fosse rock era ruim, dentre outras leseiras pontuais…

 

Existem três maniqueístas:

O Ingênuo – Pensa que sabe, acredita de boa fé que o certo é isso mesmo, mas não tem o “e pronto!”, ou seja, sabe que pode estar errado;

O ignorante – Não tem qualquer ideia de porque acredita que é desta ou daquele lado, se leva pela opinião de quem respeita, família, amigos, só para não ficar em cima do muro;

O idiota – Diferentemente do ingênuo, “acredita que é assim e pronto!”. Está certo, mesmo que saiba que está errado. Se questionado, entra na síndrome do pombo enxandrista (derruba as pedras, suja o tabuleiro e sai voando”

 

Assim, ao tratar com um maniqueísta em alguma questão, escolha: tolere (se for alguém querido), não dê atenção ou desapareça.

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