Em qualquer país “sério”, a urbanização se deu em contraposição à ruralização. No Brasil, pasme: foi o próprio setor agrário-exportador cafeeiro (na amazônia, gumífero, e minerador em Minhas Gerais) que financiou o surgimento das cidades!

Quando o militares estavam no poder, eles mesmos decidiram deixar o governo para os civis, não houver qualquer “vitória da democracia” sobre os militares, como se possa pensar;

E adivinha quem foi “o primeiro presidente civil da Nova república”? Um super-querido dos militares, que até meses antes estava no PDS, que era o “pró-militares”, ou seja, nem a redemocratização foi levada a sério aqui.

Outro fato curioso. Até hoje não entendi como Sarney pode ter se tornado presidente, se o titular, Tancredo Neves, nunca tomou posse. Se não tem o titular, não tem o vice! Não sei mesmo a ginástica que fizeram para transformar um vice em titular se ele, tecnicamente, não era vice de nada; tudo anormal.

Uma inquietude que trago comigo: para mim, só tivemos DUAS constituições! A de 1822 e e a 1899. É que todas as outras que se seguiram foram ciadas a partir de atos políticos sob a gestão de determinada constituição, gerando uma continuidade constitucional. Teoricamente, as constituição de 1332, 46, 67 e 88 foram meras “emendas” (totais, ou substitutivas) às constituições existentes, pois não criaram um novo Estado, ao contrário das de 1822 e 1989, que inclusive romperam com toda a ordem jurídica até então existente, inaugurando uma nova.

A da vez: o impeachment da Presidente foi um ato de chantagem de outra peça rara, o Cunha. Ele fez a coisa certa pelos motivos errados, aí, acabamos correndo o risco de ser grato a um pilantra.

comments (0)

Your email address will not be published.

You may use these HTML tags and attributes: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <s> <strike> <strong>