Não se fica indiferente à Globo, TV criada por Roberto Marinho nos anos 60. Não escondo que tenho fascínio pela história dela, assim como pelas outras – Sim, existem passagens em cima e embaixo da mesa, há coisas na luz e coisas na escuridão. Contadas e não cotadas.

Qual empresa, aliás, qual entidade não tem. Aliás, VOCÊ não tem?

Ninguém aparece impunemente. Alguém já disse que só os invisíveis não são notados, e é mais fácil ser invisível e criticar do que fazer e ser o alvo.

Não há uma semana em que, nos chats da vida, alguém não me diga: “Na faculdade dizem que você é isso, que é aquilo, e tals”. Eu sempre respondo: “É o preço da visibilidade”. ser destacado (para o bem ou para o mal) é ser observado.

É o que acontece com a Globo: um a cada cem post do Facebook está descendo o cacete nela por alguma coisa – enquanto não cobram tanto das outras redes de televisão.

O problema da Globo é ser “A Globo”, e isso não é fácil.

Ela erra sim, e admite. Tem até uma seção na página da emissora admitindo os próprios erros mais famosos (as outras tem algo parecido)? Está aqui, leia.

Nos anos 80 eu e meu irmão trabalhávamos em uma loja nossa, e adivinha justamente com quem nosso pai era mais grosso e intolerante? Pois é: por algum motivo que ainda não entendi, tendemos a aceitar menos erros de quem amamos do que de quem não nos importamos.

A Globo faz parte das nossas vidas. Minha geração assistia Balão Mágico quando era criança, a que veio antes da nossa, Vila Sésamo, a que veio depois, Xuxa e TV Colosso – E simplesmente não podemos admitir que uma TV que viveu conosco erre!

Tudo bem se as emissoras fizerem qualquer coisa de ruim, as outras são as outras, mas a Globo é a Globo, então, a Vênus Platinada está ferrada mesmo: paga o preço de ser a mais querida, lembrada, melhor, maior.

Isso não é bênção; é maldição.

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