A menos que um texto seja gerado automaticamente por uma maquina, jamais – jamais – será isento por um motivo simples: existe algo chamado “viés”, que opera independente da razão.

O que se escreve é resultado da história de vida, das crenças, convicções, medos e pensamentos, não há como fugir disso. O máximo que um jornalista/escrito/blogueiro consegue é ser neutro; mas, isenção… esqueça!

Eu, contrário à corja de ratazanas que cooptaram Poderes, nem me reconheceria se começasse a tecer elogios aos mamateiros; mas quem for simpatizantes aos petralhas (existem, por incrível que pareça!) já coloca o filtro no que lê aqui no blog, devidamente aplicando o “Ah, mas também, ele nem gosta dos caras!”  em cada comentário depreciativo que eu fizer à quadrilha.

Isenção = incapacidade de decisão, ainda que seja a decisão errada.

Já que não se pode ser isento, que ao menos se seja honesto, e isso… se deve ser na imprensa. Como? Simples:

1 – Desde que o posicionamento seja autêntico, e não fruto de “teclado vendido”; e

2 – Deixando logo bem claro de que lado está, em qual campo joga. Isso permite ao leitor, dotado de igual ou maior inteligência do que quem escreve, ligar seus filtros mentais para o que irá ler.

Assim, não há problema um jornal, canal ou blog seguir essa ou aquela direção política, religiosa, filosófica ou o que valha, desde que deixe isso claro ao leitor, assim, os “descontos” já serão aplicados ao que será lido.

E, já que não se pode ser isento, que ao menos se seja neutro: basta racionalmente não chutar o que você odeia e não sair beijando o que ama – reler o que acabou de escrever ajuda. Dá pra ser justo e neutro, ainda que não seja isento.

Ah, e saiba que todo veículo de comunicação tem seus editores, sua linha de opinião, sua orientação política; pensar o contrário é, na melhor hipótese, ser um ingênuo (na pior, ser um idiota).

Então, apenas seja crítico com e em tudo o que assiste, escuta, lê; inclusive aqui do Blog.

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