Acordei ainda pensando em processo civil, sinal que passei o tempo do sono todo sonhando sozinho sobre isso, como tem acontecido há cinco meses. Mas agora eu precisava me convencer que eu não precisava ir correndo para o notebook mais próximo escrever o “insight” que me acabara de surgir, afinal, o livro já estava completo. Era um dia diferente. E eu precisava me acostumar comoa ideia de que eu teria um dia “normal”, sem ficar elaborando linha a linha o livro novo.
Ainda nem acredito que consegui terminar, pois dois motivos: Há anos que eu quero ter um livro de procesos civil, acho que é o ápice da capacidade didática alguém conseguir transformar aquilo ali em algo inteligível; eu havia colocado essa meta para mim logo depois que o meu “Direito Civil sem estresse!” atingiu o primeiro lugar nacional em vendas na Amazon, naquele 2014: eu estava pronto.
Segundo, porque naquele julho desse ano, quando eu vi aquele documento em branco do Word na tela, eu já imaginava uma dia ter algumas centenas de páginass escritas, e ficava pensando quando seria. Olhar agora e ver que o dia chegou me deixa tranquilo, mas apreensivo: agora a obra será julgada por milhares de leitores a todo momento – eu estou acostumado com isso, lá se vão mais de dez livros, mas a cada um essa apreensão ressurge;

Fiquei lutando o tempo todo com pensamentos automáticos de textos, acho que deixei a criação no automático, só pode! – Ter que silenciar a mente também dá trabalho.
O dia todo eu fiquei falando pra mim: Terminou! Terminou! Foi! Já tá escrito!

Foi difícil me libertar da criação do “Processo Civil Top!” depois de 118 dias vivendo para ele. Eu fiquei mais gordo, coloquei a academia na prioridade 6, desregrei alimentação, fiquei meio inchado; tudo porque cada minuto livre era para o “Top!” – não para mim.

Saí de uma facul onde ministro aula umas 17:40. Estava uma visão linda. O ceu começando a escurecer, prenúncio da niote,não estava quente. Estava um cenário ótimo. E eu não tinha notado isso há tempos! Eu estava como alguémn que acabara de chegar de viagem aqui em Manaus, resultado de sair todas as tarde, correr para o carro e colocar o notebook na frente do volante e voltar a escrever o capítulo que deixei pela metade 16 horas, quando começei a ministrar esse último tempo da aula;

Pude escutar um detalhe na música que estava tocando no som do carro, já a tinhaa escutado outras vezes mas ainda não tinha notado que aquele acorde antes do pre-refrão estava em arpeggio, ainda que rápido – tudo porque eu estive dirigindo pensando em como fazer a ponte de um tópico do capítulo para outro, para que a obra não ficasse parecendo apenas um conjunto de textos justapostos;

Pareceu que dez minutos duraram dez minutos. Incrível! Como últimamente eu estive concentrado a cada segundo no “Top” (que por um bom tempo se chamou “Tranquilão”), eu normalmente perdia a noção de tempo, como perdemos sempre que ficamos absortos em algo, achava que se tinha passado uns dois minutos, mas foram quase quinze minutos que voaram, porque eu estava pensando em como transformar um título dado pelo legislador para um título de capítulo que seja mais atraente e palatável à leitura lúdica;

Ansioso agora pelo lançamento do livro na Amazon e em dezembro, em papel.

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