Ódio é a raiva surgindo direto do espírito, e se mantendo por força própria.

Ele se instala e não sai. Gruda mesmo.

Com o tempo, a esperança é que ele se dissipe, mas ele apenas fica menos emotivo e mais racional, mas continua, e mais forte que antes, pois agora se pode pensar friamente sobre o motivo do ódio.
É algo tão forte que pode se transformar no motivo da vida. Na obra “O Conde de Monte Cristo”, o protagonista responde a uma mulher que lhe manda perdoar quem lhe enviou para a prisão: “Não leve meu ódio, é tudo o que me resta!”.
É bem por aí, por incrível que pareça, odiar pode ser uma motivação; manter a certeza oculta que, se a pessoa odiada morresse, seria difícil conter a alegria ao passarmos sobre o túmulo dela – e tristeza pelo alvo do ódio não mais esta vivo – para continuar sendo alvo do ódio.

O antigo testamente está cheio de passagens onde a Divindade daquela crença vivia odiando isso, odiando aquilo… sinal de que o ódio não é algo humano, mas é pré, além e pós-humano.
No ódio não há lugar para compaixão, morrem os pequenos valores que tornariam o ente odiado reconhecível como ser humano, ao ponto de não nos incomodarmos com absolutamente nada de ruim que possa acontecer ao ser odiado.

Qualquer algo de ruim à pessoa odiada é apenas um sorriso regado a água com gás e ao som de Pink Floyd, um dia agradável.
Odiar consome energia, mas também pode gerar energia, caso o ódio seja direcionado a não nos deixar repetir os erros que o causaram.

hthtoido

 

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