Era 1987 li em um jornal a matéria “Um brega na Amazônia”, onze havia a foto de Nunes Filho, segurando um blazer, posando em frente ao Teatro Amazonas.

De lá eu já gostava da música do Nunes. Até porque sempre gostei de brega (um dia escrevo um post sobre o que significa “brega”). Nunes era presença constante na programação da “A Crítica FM” (a rádio brega), recém inaugurada.

A primeira vez que vi Nunes ao vivo foi em 1993, quando eu frequentava semanalmente a TV Rio negro (13) com a banda de rock em que eu tocava, a Alta Ralé; tocávamos no programa “Sábado Super Show” da emissora, o Nunes era figura sempre presente. Assim como estava presente também na Caravana do programa – sábado á noite nos apresentávamos em algum templo brega da cidade. Nos apresentamos no Parazon do Mauzinho, Chapéu de Palha da Compensa, Juventos do Santo Antonio e no Canamary Show Club (isso que eu lembre).

Seja nos bastidores do programa ou da caravana, nunca conversei longamente com ele, só “oi”, “tchau”, pois os outras atrações do programa disputavam a atenção e da caravana disputavam a atenção dele.

Posso atestar que sua personalidade é agradável, simples e humilde – magnetismo em pessoa.

Ele é irmão da nossa despachante de veículos Nazareth Nunes (Manaus é pequena), aliás, ele próprio também é despachante de veículos, até no verso de um de seus CDs tem o seu telefone para serviços desta ordem.

Nunes Filho faz parte do inconsciente coletivo de quem vive em Manaus nos últimos 30 anos. Sua dancinha inconfundível, sua voz e sua postura brega sem medo de ser feliz se impõe ao ponto de, ainda que não se goste de sua música, lhe torna um artista respeitável.

Nunca trocou de estilo, nunca embarcou em “modinhas” ou “ritmo do momento” – então, até sua coerência artística é referência.

Ainda a há pouco comprei três CDS dele na Bemol – devo ter uns outros dois em casa. Ainda nem ouvi, mas já sei que vou gostar. No mais recente dele tem no canto “Vol. 35” (o da foto é o 34)- cara, ele é realmente incansável e acredita no que faz. 35 discos! Caramba! E tinha – não sei se ainda tem – um serviço único de distribuição: você ligava pra ele e ele ia levar o CD até você!

Espero mesmo que o Nunes viva bastante, assim que eu vê-lo vou tentar tirar foto com ele, e deixar registrado nesse post.

Abraço âe, Nunes!

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