A primeira vez que soube da existência do disco do Sgt. Pepper´s Lonely Hearts Club Band (SPLHCB) foi com o pôster da Somtrês. Todos mês ela publicaa um pôster sobre uma banda ou algum tema de música. Ficava conversando sobre esse álbum  com o grupo dos 5 (eu e quatro caras que ficávamso conversando enquanto o portão de entrada para as salas no Ida Nelson não abria: Eu, Darlan, Alexandre, Rogério e José Augusto – lá se vão quase 30 anos.

Ouvi o primeiro som dela em 1987,quando passou na Manchete um especial dos Beatles, como o SPLHCBB estava completando vinte anos, dentre as músicas do especial tocou um pouco de música-título (usando a imagem do filme Magical Mystery Tour…).
Com o album azul (aquela coletânea 1967-1970) ouvi as primeiras três músicas inteiras do SPLHCB.
Só lá no início de 1989, nas lojas Americanas, comprei o Vinil.

Foi um choque.

A música dos caras mudara drasticamente. Em definitivo ficou pra trás as músicas dancantes alegrinhas da juventude.
A imagem dos caras também tinha “acabado”, agora surgia o óculos do John e o bigode do Paul, o Ringo deixava a cara de criança e o Gorge estava com cara de mau.

O que se dizia nos anos 90 é que esse disco tinha revolucionado a música mundial e tals, e nós, como fãs, gostávamos de acreditar nisso.
Bem, o fato é que o psicodelismo foi uma onda que varreu o ocidente daquele fim de 1966 até início de 1968. Os Beatles só foram na onda.
A capa icônica, adicionada ao forte uso de cores fortes (algo parecido só aconteceria nos anos 80 na arte pop) – aí sim – transformou esse disco em um divisor de águas.

Em 1991 comprei o CD, importado, na Amacom. Nove anos depois o CD começou a oxidar. Lá por 2000 comprei a versão nacional, em CD, e que tinha o plástico vermelho. Em 2004, quando passei o que me interessava dos meus mais de 3000 CDs para MP3 (uns seis meses de trabalho), sepultei-o, juntamente com os outros, em uma sala-cripta na casa dos meus pais.
Foi bom, portanto, voltar a escutá-lo a partir de uma peça física.

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O conteúdo
Adorei escutar esse CD remasterizado. fazia tempo que não escutava as músicas na sequencia, por quase uma década escutando quase que só MP3.
A “With a Litthe Help From My Friends” mostra definitivamente porque o baixo é essencial em uma música. Não sei se o Paul já usou o Rickenbacker dele nessas gravações, aquele baixo não te som de Rick, está um som aveludado, mas forte e preciso.
Só essa versão remasterizada pra me fazer escutar a chatisse da”Within You Without You” do George. Adoro o George Harrison como música mas essa múic aé um pé no saco.
O “A Day In The Life” me trouxe duas surpresas: foi a primeira vez que escutei o tão referido som de apito para cachorros. Juro que até hoje nnca havia escutado. Não sei se o mérito foi da remasterização ou se em cópias anteriores simplesmente cortaram (ou ainda, se nesse remaster, aumentaram artificialmente o som dele), e também escutei um vozerio de pessoas em uma festa, cortado e remontado, com um loop de umas quatro repetições.

 

O digipack

Gostei de ficar folheando o livrinho no sinal. Não entendo a leseira do texto estar em inglês se foi produzido para o mercado brasileiro. O mérito desse digipack é fazer voltar a sensação das capas de LP sem, no entanto, imitá-la ou simplesmente tentar recriá-la. É uma capa nova mas que traz quela sensação de volta, simples.
Tem todo do conteúdo da capa do disco em vinil e mais alguns elementos, como fotos deles no estúdio e foto e P/B da sessão de fotos pra capa.

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