Gosto de moto, lamento não usá-la mais.

Como tudo na vida, possui vantagens e desvantagens. Agora, com 8 meses de Habilitação “A”, e com média de 100 quilômetros pilotados por mês, já trago um resumo do que já percebo de ruim. Não me fariam ou farão abandonar moto, mas serve para meu blog-interator motociclista concordar ou não comigo, e para pretensos motociclistas decidirem com maior certeza se adentrarão a esse mundo:

1 – Demora para se equipar – Se você tem um mínimo de amor à vida e integridade física, com eu, vai pilotar equipado. No carro você pega a chave, senta na poltrona, fecha a porta e vai. na moto você coloca a boto, a jaqueta, depois as joelheiras, os luvas e por fim o capacete – média de três minutos. A menos que seja realmente importante, você até pensa em desistir do percurso. E se for emergência, então, ferrou! Po r lei, o único equipamento indispensável é o capacete, mas o tempo pode esperar, sua proteção, não;

2 – Conforto pouco ou nulo – Estamos em Manaus. Esqueça o ar condicionado, no máximo vai ter o vento frontal e se conseguir estar livre de engarrafamento (aliás, ainda não estou treinado para “pegar corredor”); e, ao menos na minha moto, o amortecedor não anula as micropancadas do terrível asfalto que tem aqui, não raro a coluna vai doer, ou forçar o a ficar o mais ereto quanto possa, o que também é desconfortável. Ficar com a cabeça embalada no capacete simplesmente não é natural, mantendo uma sensação estranha (com as bochechas apertadas, então…). Funcionalidade imitada, por se levar menos bagagem; e torça para que seus olhos, nariz ou roto não coce no trajeto…

3 – Atenção quintuplicada – Tráfego (a presunção é que todos em volta vão causar algum acidente contra você – melhor pensar assim pra se manter aleta), condição do asfalto, funcionamento da mota e cálculo mental das curvas. Tudo isso ao mesmo tempo agora, e o tempo todo: é a mente do motociclista – se existe um estágio onde tudo isso fica automático, ainda não cheguei lá;

4 – Restrição a alguns lugares, a depender da roupa – Lembra que falei que você vai sair todo equipado? Melhor pensar em sair de terno, então, ou vai chegar todo amassado (na melhor das hipóteses) ou sujo (na pior). Eu não poderia ir para a TV de terno na moto, por exemplo: no seco, teria poeira, na chuva, os respingos e, em qualquer caso, ficaria encharcado suado sob o equipamento. Ah, sim se poderia levar a roupa na moto, separado, certo? Bem, isso só ia aumentar o desconforto, pois teria algo para carga e descarga e ainda teria a o trabalho de se arrumar depois, ao chegar no local. Assim, só usamos a moto para irmos a locais onde fiquemos à vontade vestido como motoqueiro;

5 – Õnibus dão medo e não respeitam moto mesmo – Eu sempre soube disso, mas tive certeza quando fui vítima. Ao menos aqui em Manaus, um ônibus (na cabeça do motociclista) é uma ameaça. Ele vem e gruda atrás mesmo, faz menção de acelerar (não sei se é psicológica a sensação) – nossa primeira reação é de acelerar e sair da frente logo que possa. E quando pensamos que uma máquina daquele tamanho precisa de muito espaço para frenagem, não conseguimos afastar o pensamento de que, um tombo, e seremos o próximo esmagado no jornal de amanha…

Eu__Moto___

comments (1)

  • Raphaela de Oliveira Reply

    Desconforto total,, na minha opinião é pra quem gosta mesmo, ou quem só depende desse meio de transporte.
    Se tá chovendo se molha, se tá sol vai queimando até o destino e ainda corre o risco de pegar um câncer de pele.
    E na questão que vc mencionou sobre a sensação de um veículo pesado atraz da gente querendo acelerar É VERDADE, Pois não é sensação, eles fazem mesmo.
    Não sei o que passa na cabeça de um ser fazer mal pra outra pessoa.
    Já presenciei um carro encostando em um motociclista propositalmente jogando-o em um asfalto quente , (pensa que ele parou, mais é claro que não e ainda saiu rindo do que fez) , eu o denunciei mais não sei em que ficou ).
    Então vc e outros motociclistas tomem cuidado.

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