Uso óculos de desde 1987, bem “uso” (com aspas), nunca senti muito que precisasse, só lá quando eu tinha 13 anos, meu avô João Freire foi fazer exame ótico de rotina e minha mãe mandou que eu fosse junto (minha prima Mara Nóbia nos levou). Saí de lá sabendo que uma das vistas estava com um grau de astigmatismo.

Aquilo foi um baque: “Pô, garotão de óculos? PQP” – tanto que não andava com ele na cara, deixava no pescoço e descansando naquela blusa do Ida Nelson, só usava na sala, e escolhi a armação menos aparente que consegui na ótica. òculos sempre me passou ideia de fragilidade e decreptude, não sei porque.

Com o tempo, sei lá porque, o grau foi regredindo. Lá por 1992 eu já não usava ou usei mais óculos.

Foi assim… até semana retrasada.

Notei que já estava vendo tudo embaçado; na médica, ela me diz que estou de novo com um grau de desvio.

– Pode regredir de novo?

– Não, agora é irreversível, pela idade. Acomodação do músculo ótico.

Sem ela saber, me deu dois murros no estômago, o “irreversível” e a o “idade”. Realmente, em uma entrevista televisiva eu já havia visto o Médico marinho (por coincidência, o mesmo com quem eu fiz aquele primeiro exame há 28 anos) dizendo “Nosso olho tem prazo de validade: depois dos quarenta já começa a declinar, é normal, vai acontecer com todo mundo”. – Estava explicado o “irreversível” e “idade” da médica.

Bem, agora ando com um par de óculos na bolsa, mandando fazer um pra ter no bolso e outro em casa.

Melhor começar a conviver com essas consequencias da idade. Droga! – E ainda bem que só uso pra perto, assim, ainda não vou ficar ostentando quatro olhos por aí, não sei por quanto tempo.

Marco_Óculos_240515

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