Tenho um monte de notebooks, doze. Por quatro motivos:

1 – Me sinto bem em ver espalhado em todos os cantos onde estou alguma ferramenta para escrever rápido – quando e onde eu tiver vontade. Assim, deixa um no quarto, no estúdio de ensaio, na sala de som, no banheiro, na sala, no carro, no armário da sala dos professores de cada faculdade etc… ver ainda cada máquina em um lugar me diz “Se você não tiver nada melhor para fazer agora, pegue e escreva!”;

2 – Não me desfaço de notebooks, pois sei que por mais que se formate o HD, as informações ficam lá. Já me contaram que teria que se formatar sete vezes para realmente formatar; outra teoria diz que simplesmente um HD é informatável, pois basta passar um unformat e se poderia acessar as informações guardadas lá por baixo. Eu não gostaria de ver trechos de livros que escrevi e descartei surgindo para leituras por aí…

3 – Sempre compro um notebook novo a cada grande projeto. É como se eu dissesse para mim mesmo “torrei mais de mil paus nessa máquina, é bom que o novo produto seja realmente bom para que possa ter valido a pena!” – Esse pensamento (doentio) me impele a escrever mais e melhor, já que o gasto funciona como uma “garantia de gestão”, uma caução, que me faz perceber que se eu não produzir bem, mais e melhor, aumento o prejuízo que acabei de ter, no mínimo.

4 – Esses maiores são os “de base”, fazem as vezes dos antigos computadores desktop, servindo de arquivos e, com hardware mais parrudo, são usados para aplicações mais pesadas; enquanto os menores são os usados para geração de conteúdo, e de trânsito.

Dentre esses 12..

– Dois são tremendas porcarias, embustes colocados no mercado para consumidores incautos como eu: o Sony Vaio pequenininho (bateia dura nem meia hora) e um Acer V5 (lentíssimo já de fábrica);

– Em um deles está instalado o sistema Ubuntu, e roda maravilhosamente bem; nos outros tem Windows, de XP ao 8.1.

Além desses 12…

– Já me furtaram três notebooks;

– Já entreguei dois usados de presente – me arrependo duplamente: por haver me desfeito deles e para quem eu entreguei;

– Já vendi um deles – o que mais me arrependo, pois foi justo o que escrevi a primeira edição do “Direito Civil sem estresse!”

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