Costumo dizer que, quando tudo quebra, só resta a OAB como reserva moral.

Quando a Magistratura perde a credibilidade, quando o Ministério Público faz corpo mole, o cajado do cidadão é a OAB.

Como relatado na história e como consta em meu livro “Organização Judiciária”, certa vez a família do Wilson Simonal precisou de uma “Sentença Pública” de idoneidade do cantor, que fizessem todos acreditarem que ele não era dedo-duro do DOPs, onde recorreram?

A minha teoria para tal importância á simples. Como a OAB (também) é uma entidade de classe, tem todo o interesse de entregar para a sociedade bons motivos para que gostem de advogados, ou seja: quer sempre estar “de bem” com o povo.

Vez que os políticos precisam CERTAMENTE de bons advogados, essa classe é uma ponte com os mandatários, portanto.

Junte as duas pontas do fio: a entidade que quer estar de bem com o público é a ponte com os políticos, está pronta a “ponte” que a população precisa para falar com o Estado sendo respeitada. A lie-se a isso o fato de a OAB não “precisar de advogados”, posto que ela já TEM e É os próprios “advogados”.

Essa teoria explicativa, pensada por mim agora, deve ter sido encampada na Constituição de 1988, que deu à OAB legitimidade para ingressar com Ação Direta de Inconstitucionalidade.

Assim como o cidadão, e tese, se sente seguro quando vê um policial por perto, a população se sente protegida, ainda que inconscientemente, quando a OAB intervém em algum assunto público.

A OAB não é, portanto, apenas um conselho profissional – mas uma entidade de interesse e que protege o nosso interesse; de todos.

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