Sociedade é o agrupamento de pessoas, mas não somente o grupo: é o grupo com consciência de que forma um grupo, um tipo de irmandade não declarada mas com vínculo psicológico de cada um com o todo. É muito evidente em época de copa ou comoção nacional, mas continua existente mesmo em situações corriqueiras, quando qualquer um quer mobilizar a atenção de todos devido a alguma causa, por exemplo.

Dia desses conversava com minha turma de Ciência Política sobre a origem da sociedade. É incrível como nada existe de certo no que toca aos seres humanos. Aristóteles, Platão, Cícero, Santo Tomás de Aquino, Hobbes, Locke, Montequieau e outros tentaram “explicar o inexplicável”, formulando suas teorias. Podemos não concordar com essa ou aquela, ou com todas, mas fazem muito sentido, daí porque, depois de séculos, continuam sendo estudadas.

Para os naturalistas, a sociedade nasce de algo inato do homem, uma força e vontade interna tão natural e instintivo como mamar no peito e andar: ninguém nos ensina, nascemos sabendo e querendo.

Para outros, os conratualistas, a sociedade nasce por uma to de razão, uma combinação de interesses entre os homens, que “decidem” formar uma sociedade. Seja porque, no estado selvagem ( de natureza) todos atacam todos, e como um “pacto de não agressão” decidem se unir; seja porque percebem que juntos podem mais do que todos separados – uma ideia rudimentar de sinergia; ou porque surge um ato racional de organizar a vontade natural de estar junto, uma vontade de por ordem no caos na civilização.

Pode ser que todos estejam errados, ou pode ser que todos estejam dizendo a mesma coisa apenas olhando de ângulos diferentes para a mesma coisa.

edadeic

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