Esse livro é uma aula para qualquer autor: o escritor conseguiu fazer um texto para leitura em brainsthorming (eu conhecia escrita em brainsthorming, mas leitura, eu nunca havia experimentado), eu explico: O autor reúne o maior número de informação por linhas que eu vi até hoje, ficou claro para mim que ele tem muita informação e estava decidido a condensar isso no menor espaço possível. Resultado: o livro fica eletrizante, uma linha vai puxando a outra, entrelaça e concatena histórias de cantores, bandas, produtores, bandas e causos ao ponto de que, quando terminamos de ler… dá vontade de ler de novo!

De Secos&Molhados a Ritchie, notamos um paradoxo: em momento de censura ferrenha, a criatividade aflorava  – me parece – mais que em época livre!

Passamos a entender porque grandes nomes sumiram, como alguns surgiram rapidamente “do nada”. O “jabá” é tratado sem qualquer meias-palavras.

Descobrimos o que havia por trás dos brasileiros que se pseudonominaram em inglês e cantavam na língua yanke. As discordâncias entre as várias correntes de músicos (a discoteque era execrada por grandes nomes). A saída de alguns medalhões para não entrar no ostracismo (e o caminho de outros pra o limbo).

Alguns números de vendas de discos parecem quase surreais para nós na época do MP3.

Polêmicas, jogadas, espertezas (teve um cantor que gravou um cover dele mesmo!), verdades inconvenientes – surgem nessa lavra de André Barcinski.

Eu como escritor, acabei tendo uma verdadeira aula lendo essa obra! – Só por isso, já acho que esse livro vale seu peso em ouro.

O autor passeia de 1970 até 1985 (embora ele diga no início que é de 1974 a 1983) na cena musical brasileira, mostrando a mudança, tanto visto de fora como por dentro.

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