O evento foi bem organizado. Tudo funcionou.
O problema foi comigo, que não li o regulamento direito: achei que era corrida em asfalto, mas era trilha.
Havia lama, da pior espéce: lisa.
Quase metade do percurso era em plano inclinado da direita para a esquerda ou vice versa. Isso fez com que vários participantes caisse e fosse escorregando, tentando segurar, pisar, se firmar, não conseguindo. E quando conseguia, escoregava novamente.
Trechos havia em que o tênis entrava quase dois palmos lama adentro.
O pneu do querido cadeirante estourou – vários participantes, com a ajuda e esforço do próprio cadeirane, lidando contra a lama, conseguiram heroicamente complear o percurso. Na minha opinião, esse cadeirante e os que os estavam auxiliando são os verdadeiros vencedores dessa corrida. Se não foram (obviamente chegaram perto do fim), serão para todos nós os vencedores morais da prova.
Não bastasse a lama, havia uns galhos com espinhos. Isso significava que escorregao naquele chão podia resultar em dolorido acidente.
A corrida bem podia ser chamada de “Trilha do Selfie”, pois várias pessoas paravam do nada para tirar selfie. O problema é que alguns sem-niçõ não olhava pra trás antes de parar… e ainda abriam os braços para a foto, quem viesse atras ou se danava para parar (n chão escorregadio) ou esbarrava na pessoa sem-noção.
Um momento realmente tens foi passar pelo lago. Sim, precisávamos atravessar um lago. Eu tinha dois aparelhos eletrônicos comigo: um iPod e o alarme do carro. Se eu tivesse tido ainteligência de ler o regulamento, eu saberia que era uma trilha, mas fui preparado para correr em asfalto, dei nisso…
Para minha surpresa, lembra das pessoas que tiravam fotos das outras e selfies? Se esforçavam par a deixar seus celulares à salva da ágia. Em mim, a água foi atéacima da barriga. Eu tive o cuidado de olhar bem o caminho dos que estavam à frente para que não pisasse em algum buraco ou chão lamaçento em falso sob a água.
Passamos por uma olaria O forno que queimava os tijolos era movido a lenha. Cara, o cheiro da madeira queimando é muito legal! Cheiroso mesmo!
Já estava uma canseira quando passamos no Km 4 – eu já estava mais cansado do que se tivesse corrido 10 Km no asfalto.
Logo depois da fábrica de tijolos, vinha um monte – não era subida, era escalada mesmo – e em cima dele havia areia. Essa areia grudava no solado, por causa já da lama acumulada, agora correr, ou mesmo andar, virava um pequeno inferno> o tênis grudava nochão, e quando desgrudava (esforço extra), ficava pesado pelos dois dedos de lama com areia grudados.
Quase duas horas pra conseguir terminar os já quase inermináveis 7Km (e eu á corri duas meia-maratonas).
Na largada, a vontade era de chegar bem colocado;
Lá pelo meio, a vontade era não cair;
Depois, não se ferir;
Já perto do fim, só queríamos que a chegada surgisse logo, só isso.

De quebra, minha picape atolou na saída e no afã de procurar mato para colocar sob a roda para desatolar ainda peguei uma linda surra de marimbondo – eles atacam rapidamente, em menos de opis segundos já estava com os dois braços ardendo com umas dez ferroadas, doeu e ardeu muito, mas passou rápido – em dez minutos já só havia as marcas, sem dor.
A volta para Manaus levou quase mais uma duas horas, e vim escutando o CD do Sérgio Carvalho.
Eu já corri outras trilhas, e essa foi a mais difícil até agora, é só pra quem topa a parada mesmo.
Parabéns ao Alan D´Ângelo – pelo aniversário (a corrida é o evento comemorativo) e pela organização . Funcionou.

jngrn

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