Ele é um dos grandes compositores de nossa história, mas você talvez não o conheça. Bem, o que há dele mais conhecido é a música “Maracatu Atômico” (Lembra do Chico Science e do Gilberto Gil: “O bico do beija-flor, beija a flor, beija a flor / Toda fauna-flora grita de amor / Quem segura o porta-estandarte / Tem a arte, tem a arte…”? – Pois é,é dele).

Mas não habita (mais) a grande mídia, desde inicínho (gostei dessa palavra: inicínho) dos anos 80.

Ele é um cara de vanguarda qu enão se prendeu às convenções de música ou letra – criava fora, além, acima do que existia. de forma que para entender sua obra se precisa entrar em seu mundo.

Quando se escuta uma música de Mautner, ocorre um processo assim:

  • Primeiro pensamos “que leseira!”
  • Só que a leseira não saida nossa mente; então
  • Pensamos “Que coisa maluca!”;
  • Aí ficamos pensando “como ele consegue criar isso?” – Até que…
  • Concluímo: “Porra, isso é genial!”

E aí ouvimos de novo e de novo, ficamos fã.

Jorge Mautner é um dos compositores mais mencionados (e menos ouvidos) do nosso país. Nos anos 90 comprei dois CDs dele na Bemol – que nunca escutei – só de tanto ter lido o nome dele aqui e ali.

Agora, passava eu pela Saraiva e lá estava o DVD “Jorge Mautner – O filho do holocausto”, caro: 57 reais. Mas acho que era a hora de eu saber o que era esse cara afinal.

Fui “ouvindo” o DVD no carro, agora gosto da obra dele pra caramba, e olha que no DVD só tem umas 8 músicas.

Acabou até que me abriu a mente quanto a umas coisas que estou compondo para a “Noiantes”.

Então:

Três coisas que eu já sabia, mas ficaram reforçadas depois que assisti sobre Mautner:

  1. Não ter medo de exteriorizar a criação, seja qual doidice for;
  2. Não ter receio de mostrar a criação ao público; e
  3. Ter orgulho do que criou e do que mostrou;

 

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