Platão dizia que algumas paixões são geradas por nós mesmo, dentro de nossas cabeças, dando asas às mais elaboradas fantasias, ainda que o alvo da paixão nada faça, tenha ou seja para desencadear tudo isso – é o “Amor Platônico”.

Eu já tive cinco.

Primeiro foi a Tia Rosa, 1979, no Ida Nelson. Eu, na tenra idade de 5 anos, havia descoberto a mulher da minha vida, ainda que quase trinta anos mais velha. Quando a vi, descobri um motivo a mais para não faltar aula.

Em 1984, tive paixão platônica por uma moça que… vi em fotos do jornal impresso! Sério! Em um dos suplementos de domingo, havia em uma página três fotos de uma moça, linda. Por algum motivo grudei naquela imagem.  Guardei o jornal. Cinco anos depois aquela moça seris minha colega de sala no Ida Nelson, já não havia mais paixão alguma – sinal de que eu gostara de um ícone gráfico, não dela. Ah, e quase trinta – trinta – anos depois aquela moça se tornaria minha aluna na faculdade. Definitivamente o impulso tinha sido sepultado pelo tempo mesmo.

Era 1987, eu assistia a um programa da Bandeirantes chamado ZY Bem-Bom. Nem tanto por causa do programa, mas por uma das apresentadoras: A Cibele. Aquela branquinha, com sorriso de olhos fechados me ganhou no primeiro segundo que a vi. Até nos merchandisings do programa eu ficava ali, atento a cada gesto ou olhar daquela menina.

Nesse mesmo ano, uma nova paixão platônica surgiu: Ticiane. É a Ticiane Pinheiro, que depois casou com o Justus. Mas ela, novinha, no mesmo ZY Bem Bom (dançou, Cibele) era o estonteante motivo de eu sentar a meio metro da televisão.

A última paixão platônica que tive foi em 1998. Dessa vez por uma apresentadora de um programa de Manaus – não direi o nome. Ao ponto de gravar os programas para ficar assistindo depois. Até incorporei parte dessa história, e já romanceada, no meu livro “Nivi”.

Agora, vez em quando, o alvo sou eu: Vez ou outra leio mensagens de alguma mulher que está “apaixonada por mim” – Ohhh! Por mim nada! Deve estar apaixonada pelo cara vestido de pinguim da telinha que parece manjar um pouco de direito, que faz umas caras estranhas, uns gestos imprevisíveis – aquilo (e não “aquele”) é o alvo da paixão platônica.

Eu… eu sou apenas um homem, só – ou acha que eu ando nas ruas falando e gesticulando como aquele Comentarista Jurídico da televisão?

Não sei se eu resistiria à convivência com a mulher Rosa (e não a “Tia Rosa”), com a Cibele, com a Ticiane (que, em casa, não seriam as apresentadoras que brilhavam frente às câmeras); nem mesmo à x (ops, quase digo!) do programa xx (já ia dizendo!).

Não se iludam, já tive mulheres que não seguraram minha onda – até por eu viver mergulhados em projetos (agora em 2015, então, além de tudo ainda sou um “Noiante”), sou às vezes um ausente afetivo.

amplt

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