Vicente Matheus, Paulo Francis,  Flávio Cavalcanti, Gil Gomes (o da foto do post) – Todos eles tem algo em comum: um conjunto de qualidades que os tornam eternamente identificáveis Isso não tem necessariamente a ver com carisma ou a ser agradável (Flávio Cavalcanti nem era muito sociável, nem no programa dele) – mas é que fixa alguém mais fácil em nossa mente.

Se você quer ser lembrado, basta se diferenciar em algo (quantos mais itens melhor) na lista abaixo. Se você quer passar despercebido, basta ser o mais normalzinho e na caixa, rapidinho vão esquecer que você esteve ali.

Alguém se torna distuinguível, imitável, marcante, deixa de ser “um na multidão” e passa a ser “um em um milhão” quando reúne alguma ou algumas das características seguintes:

Tibre de voz – Quanto mais fora do normal for uma voz, mais ela é imitável. Muito aguda ou grave, abafada, estridente, trêmula ou firme, faz quem guardemos a “persona” de alguém mais facilmente (algumas vezes, imediatamente);

Erro personalíssimo e único – Sim, os erros – quando são inerentes àquela pessoa – a distinguem das demais; na faculdade de Direito em que estudei, liamos um livro de Direito Penal de Júlio Fabrini Miabette, o autor é um homem. Mas havia um professor que só se referia a tal livro como o livro “da Mirabette”, só se referindo ao autor pelo gênero feminino. Até hoje, e já se vai quase uma geração, quando nos referimos àquele professor que dizia “a Mirabette”, todos da época sabem quem é  e ele será lembrado assim mesmo depois que for ensinar para os anjos;

Trejeitos ao falar – Falar rápido, lento, com ou sem pausas, com prosódia alterada (acentos em palavras foras de lugar, tirando-os de onde existe ou colocando onde não existe)

Gestos diferentes do usual – Aqui entram os braços, pernas, pescoço, boca e olhos. Quanto mais não-linear, previsível e stantandard for alguém, menos lembrado, imitável e impactante é. Aquele cacuete, a forma de olhar, os gestos (explicáveis ou não) tornam alguém único;

Opiniões extremadas – Jair Bolsonaro, Jean Willysm e outros polemistas, se tornam notórios por serem defensores ferrenhos de alguma ideia palpitante.

Miele, em ume entrevista no Jô, disse que nunca mais se esqueceu de uma cantora porque ela ficava “vesga nos agudos” quando cantava…

"Gil Gomessss... aqui... agooooora..."
“Gil Gomessss… aqui… agooooora…”

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