Em 1991, estávamos no Camões (pré-vestibular) tendo aula de história com o professor Afrânio (hoje ele é Pastor). Ele contava os “horrores da ditadura” para a sala. Eu perguntei: “Ué, e vocês não faziam nada? Deixava a coisa correr assim?”; no que ele prontamente respondeu “E você não aguenta o Collor, que é muito pior?” – Pega, aprendi a ficar calado rapidinho.

Pois é: por algum motivo, existe – sempre existiu – uma anestesia coletiva.

Hoje, 10 de dezembro, se comemora no Brasil o “Dia do Palhaço” (obrigado, Wikipedia!). Bem, convenhamos, deveria ser uma Data Nacional já que, afinal, quem é mais palhaço que o brasileiro?

 

Olá amiguinho! Eu sou o "Você"! Vamos começar o espetáculo?
Olá amiguinho! Eu sou o “Você”! Vamos começar o espetáculo?

Imaginemos um típico palhaço brasileiro, chamado “Você”:

1 – Você paga tributos para que alguém o use para pagar o próprio luxo;

2 – Depois que Você é roubado e tratado como otário, Você vota em quem fez tudo isso;

3 – Você permite que um juiz, pago por ele (e que sabe-se lá como adentrou á magistratura), se ache deus, seja punido com a “pena” de continuar ganhando sem trabalhar (e pago por Você, claro!);

4 – Você se permite ser mal atendido em alguma repartição pública, quando deveriam lhe receber de tapete vermelho e lhe tratar com sorrisos e afagos, pois Você paga tudo e todos ali;

5 – Você acha normal não ter o serviço público mais avançado e rápido do mundo, embora pague caro por isso;

6 – Ao invés de ser protegido e temido pelo Estado, Você é oprimido e controlado por ele;

7 – Na verdade Você é ainda mais palhaço que um Palhaço, pois um Palhaço ganha para fazer rir, e Você ainda PAGA para que riam dele;

 

Será que minha geração verá Você se transformar em "palhaço mau" e eliminar todos os que riem dele?
Será que minha geração verá Você se transformar em “palhaço mau” e eliminar todos os que dão risada?

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