Como eu li certa vez, são “três pessoas que fazem barulho por seis”. Ou simplesmente, um grupo formado por três pessoas: geralmente baixo-guitarra-bateria.

É a configuração em que mais gosto de tocar. Nessa formação, não temos que argumentar com muitas pessoas, é mais fácil o relacionamento operacional.

Os vocais são assumidos por um ou mais músicos integrantes do próprio power trio.

Sim, a música pode ficar esburacada? Pode, especialmente ao vivo, isso não deixa de ser um recurso a mais, pois as mínimas e quase-imperceptíveis pausas podem se tornar elementos rítmicos dentro da própria música. Não é a toa que os power trios gravam com outros instrumentos, em estúdio.

Mas, ao vivo, alguns truques precisam ser implementados:

O baixo além de encher as zonas de baixa frequência, precisa arcar com parte da harmonia da música. Não é a toa que baixistas de power-trios são melhores do que a média nesse instrumento.

A Guitarra precisa estar com delay e reverb “no talo”, pois são tais atrasos e expansão nos sons que farão com que ela tenha o duplo papel, de harmonia e solo.

A bateria precisa tocar sempre que possível com o “chimbau dobrado” e mantendo os contratempos sob marcação, para que não fiquem vazios incômodos para a audiência.

Power trios famosos: ZZ Top, Rush, Motorhead (nos anos 90), Nirvana, Green Day, Engenheiros do Hawaii (formação antiga), e outros.

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À exceção da Zero Bala Band e da New Wave Band, todas as bandas em que toquei foram “power trio”.

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