Era um serviço, surgido em 1984, onde discávamos 145 e éramos direcionados para uma ligação telefônica onde várias pessoas ficavam conversando, todas ouviam os diálogos de todos. Alguns usavam apelidos, eu nunca usei.

Era uma forma de “encontro às escuras”, disfarçada de sala de bate papo. Tentava-se logo sair dali com a nova caça. O problema é que as mulheres não davam o telefone, fornecíamos o nosso, se tivéssemos sorte a mulher nova ligava, e o papo fluía. Se não, partíamos para outra, discando 145 de novo.

Toda a descrição era verbal. Já naquela época aprendemos na prática que voz bonita não necessariamente significa mulher bonita, e vice versa.

O encontro ao vivo, portanto, não era pra saber se a mulher era igual à foto. Era pra saber se ela bonita ou feia mesmo.

De cada 10 ligações que que eu fazia, conseguia retorno em cinco, dessas, só três o papo ia em frente, só duas geravam encontros ao vivo, e só uma era apreciável. Ou seja, a taxa de custo/benefício era 10×1.

Com a chegada dos BBSs, mIrc, ICQ e MSN o 145 perdeu a utilidade; e hoje o “Disk Amizade” é só uma lembrança em algum blog, na seção de antiguidades.

comments (2)

  • Mansur Seffair Neto Reply

    Pra ser bem sincero, seria bem melhor que o 145 existisse até hoje.
    Falar é bem mais fácil que teclar! ô coisa mais chata!
    Viva o Disk Amizade!

  • Usei o serviço em 1996 e 1997. Na época a internet era só pra quem tinha bala na agulha, eu ia de 145 mesmo, rsrsrs. O cruél era quando a conta da telamazon chegava. kkkk

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