É o primeiro livro denso de biografia sobre o ABBA lançado no Brasil. Outros livros existiam, mas nenhum desceu às minúcias deste. É um livro para quem seja mais de um curioso, senão pode se tornar chato, já que detalha aspectos longe do “fã comum”.

A formação da banda começa no capítulo cinco (até lá é tratado sobre a infância e formação de cada um). O grupo Sueco formado por quatro integrantes é, até hoje, a experiência sueca mais bem sucedida internacionalmente.

Dois casais, nada mais atrativo como banda. Assim eles eram no início – e cada um dos quatro já tinha uma carreira individual. Não eram músicos surgidos “do zero”, portanto, mas já pessoas consolidadas em suas áreas que resolveram se associar. Os casais se divorciaram já do meio para o fim da banda.

O livro dá quinhentas voltas, mas não diz o motivo dos divórcios dos dois casais. O primeiro divórcio, de Agnetha e Bjorn, foi público, nada foi escondido. Mas o segundo divórcio, de Frida (Anny-Frid) e Benny, foi mantido em segredo o tanto quanto conseguiram.

Algo que era comum na banda é a falta de vontade da Frida e Agnetha, mais da Agnetha, em fazer turneés. Ué, pra que se aventura a ser musicista se não quer fazer shows?

Um dado que não está presente na obra, mas acho que deveria, pela relevância é que o disco “The Visitors”, de 1981, foi o primeiro disco da história a ser lançado comercialmente em CD (que saiu em 1982).  Não tenho certeza, mas acho que a escolha surgiu pelo gato de o estúdio da Polar ser um dos, talvez o mais, moderno do mundo na sua época, no clip de “Gimme Gimme Gimme” notamos que a mesa já tinha automação e era digital, em uma época onde os estúdios de gravação eram analógicos ainda;

A Polar, empresa criada pela banda, começou a comprar outras empresas, e já perto do fim da banda tinha um projeto para abrir o capital, seria a primeira banda como empresa no mercado de ações – poderíamos investir no Abba! O projeto não vingou – a banda se dispersou antes (mas a empresa continuou a existir).

Gostei de saber de algo: a Monark, é a Monark! A empresa de bicicletas dos anos 80… era do ABBA! É que a Polar, empresa deles, era a dona da fábrica. Show!

Algo legal é que, aparentemente, o biógrafo é isento: não acusou ou defendeu ninguém de nada;

Algo fica claro no livro: o ABBA nunca teve um “fim” formal. Gravaram um disco que ninguém sabia que seria o último e… nunca mais gravaram. Simples assim;

Aí o livro fica meio chato: vai contando dos projetos individuais da cada integrante, sem que saibamos se é integrante ou ex-integrante, já que formalmente a banda nunca terminou, mas, de fato, sim. na minha opinião, o mundo não conhece ainda as reais causas do fim do Abba, mormente que era um empreendimento bem sucedido quando se dispersou – quem sabe um dia saberemos.

biogabba

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