O rock arrebatou-me já nos meus primeiros 10 anos de vida.

Em 1977 (eu tinha 3 anos de idade)  escutei a música “Santa Maria” – Aquela virada para entrar o refrão já me dizia que música podia alterar o ânimo; os elementos do rock estavam lá: início com clima, compasso quaternário, refrão marcante, backing vocal, baixo pulando pelo autofalante. – Engraçado que quem trouxe esse compacto para casa foi minha mãe, uma colega de trabalho da Assembleia Legislativa lhe havia presenteado.

Em 1978, comecei a ouvir Lee Jackson, o disco com rock samba;

Em 1979, digeri a trilha sonora dos “Embalos de Sábado à noite”, que tínha na eletrola Nivico da casa;

Em 1981, comecei a ouvir Jovem Guarda – meu pai escutava um cassete no som Roadstar no Corcel que tínhamos. Íamos para um balneáreo que tínhamos na Ponte da Bolívia. Naquela época, algo for da cidade, dava tempo de ouvir um lado inteiro da fita na ida. outro na volta.

Em 1982 (eu tinha uns seis anos), comecei a ouvir Paulo Sérgio – ritmo era de bolero, mas a pegada era de rock balada, fiquei fã da música do cara!

Em 1983, comecei a ouvir Roberto Carlos, não o “brega”, muito menos o “romântico”, mas aquelas fitas que ele gravou de 1964 “É proibido fumar” até 1969 “O inimitável”. Tem ótimos rockões ali, com aquele órgão hammond do La Fayette, e o sax fazendo uns solos que poderiam bem ser de guitarra;

Ainda em 1983, passei quase o ano inteiro escutando a música “I love it loud” do Kiss, no disco “Sucessos da Rádio Manchete”, que meu irmão ganhou de presente de aniversário;

Até aqui, o que escutei de rock, portanto, era algo trazido pelo meu pai, irmão e mãe.

Em 1984, comecei a ouvir Beatles – disco “Beatles Oldies but Goldies”, lançado pela Som Libre no Brasil com o nome “The Beatles”. Foi minha primeira compra em termos de disco. (O primeiro compacto que comprei foi um da Gretchen, na Discolândia do Educandos 🙂 ).

Em 1985, comecei a ouvir Iron Maiden – Assisti `quela fita VHS do “Live After Death” dezenas de vezes, eo disco “Powerslave” chegou a ficar quase gasto de tanto que eu o escutei.

Pronto, daí pra frente a porteira abriu, saía comprando discos aos montes nos anos 80, CDs às centenas nos anos 90. Desde 1988 comecei a tocar em bandas de rock.

Assim como o homem é produto do meio, um roqueiro pode ser resultado da influência da própria família. Yessssssssss!

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