Nos anos 90 saí comprando uns CDs do ZZ Top na Bemol, mas nãos lhes dei atenção, ouvia uma única música deles, a “Sharp Dressed Man”. Conheci ZZ Top desde que os vi pela tocando em uma festa do Grammy, lá por 1991. É um power-trio formado por Billy Gibbons, Disty Hill e Frank Beard. Lançaram o primeiro disco em 1970, justos desde lá, sou fanzaço deles desde 2009. Escuto todos os discos, fico atentamente procurando algum lançamento, etc.

1 – O som dos caras é pirante – O baixista Disty Hill consegue tirar daquele baixo dele um som gordo, cheio, que não deixa buracos na música e enche todas as frequências não cobertas pela guitarra do Billy. O baterista não tem no seu som ou instrumento nada demais, exceto algo inusitado: conseguiu, em 1985, regravar a bateria de todos os disos da banda na década de 70. É que com a mudança trazida com o disco “Eliminator” e sua bateria eletrônica, tiveram a (duvidosa) ideia de pegar os discos anteriores da banda e gravar a bateria de cada um deles, com um novo kit, dessa vez, eletrônico. Já pensou o trabalho! Aliás, umas partes de guitarra e vocal também foram regravados. Os verdadeiros fãz abominam essas novas gravações, preferindo as gravações originais;

2 – Billy Gibbons é um dos deuses da guitarra – O Guitarrista é acatado, pela comunidade guitarrística, como um dos monstros sagrados vivos do instrumento. Ele conheceu Jimmy Hendryx e até aprendeu uns truques com ele. Consegue fazer um timbre, bens, solos e clichês de blues soarem unicos, e sua desenvoltura no instrumento faz com que tudo o que faz pareça fácil, vai fazer pra ver… Ah, e ele tem um shape (modelo) de guitarra só dele, que usa às vezes. Não é incomum alguns guitarristas terem uma linha especial, com seu nome e tals, mas tudo é variação de modelos clássicos; a de Billy, não: é diferente de tudo e tem a cara dele, mesmo (é a que ele uso no vídeo abaixo):

3 – Os caras tem aparência iguais – Uma das primeiras coisas que lembro quando vi uma fotos dos Beatles é que eles eram maio parecidos, assim como os Monkees, assim como o Rolling Stones lá no começo. Pois é, gosto de bandas que tem algum elemento visual parecido, e o ZZ Top tem! Os dois frontmans Billy e Dusty, até devido às duas barbas, parecem irmãos gêmeos às vezes! E, pra acabar de completar, em algumas músicas ao vivo ainda usam guitarra e baixo de modelo parecidos, o que deixa tudo mais único ainda;

4 – Os caras são vitalidade pura – Vivem na estrada, fazendo shows há 43 anos! E dão a impressão que só vão parar quando um dos três irem tocar no além. São eles que me inspiram que dá tranquilamente para ser um roqueiro “velho” sem problema algum!

5 – Tirada espirituosa com as barbas – Cara, olha isso: dois da banda são barbudos e o único que não tem barba no rosto… tem no nome! O baterista chama-se Frank Beard (barba!) – é mole? ; E em um video perguntaram do Billy o que significa “ZZ Top”, ele respondeu “Todo dia tem um significado diferente…”

6 – Fizeram uma mudança absolutamente radical no som, e continuaram top– O disco “Eliminator”, de 1982, trazia um som totalmente diferente do que vinham fazendo ao longo da história (ok, o disco anterior já trazia um início de mudança, mas só um início, não era a mudança ainda). O timbre orgânico das cordas e bateria de até então foi substituído pelo som eletrônico e sintetizado – que marcaria a música mundial naquela década – e o som de puro blues foi substituído por pop, ficando bem ao estilo MTV, a nascente TV musical nascente. Aliás, mudaram também o visual, de 70 a 82 usavam chapeus e barbas pequenas, e tinham aparência de caipiras do sul (embora tocassem blues), depois, passaram a usar barbas longas e aparência pop-estilosos. Penso que um dos motivos da explosão de popularidade da banda naquele 1982 foi justamente a junção do visual marcante deles (com aquelas barbas) com a massificação dos clips trazido com o MTV.

7 – Me fez medir melhor prioridades – (esse é um motivo bem particular meu)Uma grande frustração que tenho é não ter ido assisti-los em São Paulo quando vieram ao Brasil em 2010, pior ainda é o motivo: não quis ir para não faltar a um compromisso profissional: eu havia sido escalado para ministrar uma curso de férias para uma turma especial de Direito Civil, nos sábados à tarde – acabei nem recebendo todas as horas-aulas conforme contratado e ainda perdi o show dos caras. Então, no afã de ser um “professor-padrão”, peguei um cano da Instituição onde ministrava aula e ainda perdi o show da banda que mais gostava, e quase cinco anos depois ainda lembro e me incomodo com isso. Nem sempre trabalho é tudo, definitivamente.

p_ZZ Top

 

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