Eu tenho um, comprado na Denmark Street de Londres, em 1996. É a mesma marca da guitarra que John Lennon usava no início dos Beatles.

O Rickenbacker (embora escutemos chamá-lo de ´riquenbÊiquer”, o certo é ´riquenbÉquer´, com “é” aberto) era um baixo muito usado nos anos 70. Geddy Lee do Ruch, Chris Squire do Yes, Paul MacCartney (do Wings) e Lemmy Kilmster do Motorhead o usavam. desses, hje, só o Lemmy e o Chris continuam a usá-lo. No Brasil, ficou famoso no segundo disco do Engenheiros do Hawaii, quando o Humberto Gessinger o usava. Aliás, a música “Infinita Highway” foi gravada com um. Aquele som de baixo – que dizem alguns parece um piano grave (eu não concordo) é de um Rick.

O meu, do Paul, do Lemmy e do Humberto é um modelo 4001. O do Geddy Lee e do Chris é um 4002, esse último é mais luxuosamente acabado, as marcações do braço são em madrepérola, mas o nosso tem a vantagem de a parte de cima ter o perfil curvo e mais confortável, do que o perfil “em canto” como o 4002.

Esse é o meu Rickenbacker
Esse é o meu Rickenbacker

O som desse baixo é único, estranho, exótico e peculiar.

Ele não é gravão. É grave, mas não é “porrada”. É um som oco, sem médios, tem um estaladinho agudo que nenhum outro baixo consegue imitar. Acho que seu som provém do seu captadorzão de ponte – nunca vi um captador tão grande, é quase do tamanho de um celular; e ele vem com uma proteção para as cordas que até hoje não descobri se é enfeite ou tem alguma serventia técnica, o fato é que alguns baixistas simplesmente retiram tal proteção – eu acho que a proteção é pra disfarçar esse captador grande, pois ele é muito feio e fica meio que um buracão no corpo do baixo.

O captador de ponte tem som mais fraco, é pequenininho mas também só é encontrado nos Ricks. Aliás, não conheço qualquer outro baixo que use esses dois captadores, acho que são de fabricação exclusiva.

Seu formato também pe histórico. Ele é fininho, o braço e o corpo estão em uma única madeira. Sua mão (headstock) a princípio é feia, mas depois vai ficando bonita à medida que olhamos mais e mais.

Isso causa um paradoxo: ser fininho o torna um baixo leve e confortável de tocar quando se considera a ação vertical do corpo, mas é extremamente grande! Sua escala é longa – aí, ou se tem um braço supergrande (o que não é meu caso) ou se o deixa lá embaixo para que fique tão virado pra cima para que nossa mão possa chegar até o fá da corda mi.

Por algum motivo que eu não sei ( quando o souber escrevo aqui), era extremamente popular nos anos 70 – mas, como que por encanto, não mais foi muito usado nos anos 80 e atualmente poucos ou quase nenhum baixista na mídia o usa.

rick__3

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