É o que fico me questionando. Eu poderia começar escrevendo “não”.  Não é simples responder.

Como sou professor atualmente em três faculdades, acabei formando grandes amizades nesses ambientes; e quando se imagina que a maior parte dos professores, como eu, são multi-instituições, tudo acaba virando uma grande família. Algo de bom que acontece a um contagia a todos; algo de ruim que recai sobre um preocupa a todos.

Ficar metade do dia (e quase todo o seu tempo acordado)no trabalho faz com que o tempo com a família, escasso, se torne mais importante e mais raro.

Já perdi um casamento por isso.

E o convívio no trabalho acaba gerando um universo paralelo onde se vive quase que outra vida – já me disseram que sou alguém completamente diferente no trabalho, e fora dele.

Isso significa que isso acostuma; acho que por isso que depois de duas semanas de férias começo a ficar estressado, pensando em voltar, sentindo falta será algum distúrbio?

Menos mal se ao menos houver satisfação na atividade (tenho-a total considerando o saldo da parte boa e ruim da profissão) e com o que se ganha (já não muito e olha que já cheguei ao limite de ganho para um professor com Mestrado); pode ser tudo um pesadelo se o trabalho for uma prisão necessária.

Bem respondendo à pergunta (considerando que você gosta do seu trabalho):

  • Para quem é sozinho, como eu, sim, vale a pena.
  • Para quem tem família que demanda sua presença definitivamente, não vale a pena.
Carlitos, personagem de Charlie Chaplin em cena do filme "Tempos modernos"
Carlitos, personagem de Charlie Chaplin em cena do filme “Tempos modernos”

 

 

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