O Bancrévea é importante pra mim porque é o primeiro local fora da minha casa de que tenho alguma lembrança.

Era 1979. Fui alguns domingos pra lá.

Íamos com meu tio e padrinho João Freire, em uma Brasília que ele tinha.

Eu, Marcus, Marcelo Augusto, João Neto, Mara, Mônica e minha tia Celeste.

Eu era tão pequeno que me acomodava atrás do banco traseiro, sentado em cima do tampo do porta-malas; ficava ali entre o tampo e o vidro. Sim, seis pessoas dentro da Brasilia, como éramos criança, cabia.

O Bancrévea era “looonge, ficava perto do ‘aeroporto novo'”, era em uma cerca de arame farpado. Havia um portão, a partir da Torquato Tapajós, sobre o portão, uma placa branca com letras vermelhas em caixa alta “Bancrévea Clube”.

Mato e grama. Era o estacionamento. Ao lado ficava um playground, que é onde eu ficava a maior parte do tempo, sob o capim as vezes havia lama, em um dos domingo surgiu o boato de que havia vidro quebrado e um fio descascado por aquela lama, tudo papo; acho que os pais inventavam isso pra manter os pirralhos sob controle.

Havia um salão onde tocava uma banda. Só lembro de uma música, cuja melodia, anos depois, identifiquei como sendo “O Milionário” d”Os Incríveis”.

Do salão já saia uma calçada encimentada que levava até o parque aquático. Lembro de duas piscinas, na verdade, uma só, mas com uma separação no meio através de uma grade. A rasa infantil e a funda, adulta. A água, essa eu lembro bem, era escura, parecia água de rio mesmo (ou era?), eu tinha mó medão de entrar naquela piscina, só me lembro de haver entrado lá uma única vez. Ao lado da piscina uma quadra de areia.

Havia uma cantina, e nessa cantina vendiam um sanduíche… e desse sanduíche eu me lembro bem. Era de queijo, em pão de forma (cortavam o pão de forma no meio, e ficavam triangulares), o pão tinha marcas do grill, quadradinhos tostados na casca. Aquele queijo tinha um gosto que era mescla de queijo coalho, minas e gouda, tudo junto no mesmo queijo. Dois trabalhos: morder e depois sair mordendo o fio de queijo derretido que sempre surgia.

Acervo família Evangelista
Acervo família Evangelista

Um galpão de uma grande loja de departamentos, hoje, sepulta o Bancrévea Clube.

comments (6)

  • Marcelo Augusto Reply

    Que saudades que eu tenho desse balneário! Hoje só temos igarapés poluídos! Isso é progresso? Aquele sanduíche de queijo era maravilhoso! Até hoje eu sinto o gosto!

  • Foi aí que aprendi a nadar (autodidata) e o início da adoração do Marcelo pelo guaraná baré. Ele não lembra. Era (ou sempre foi?) Gito, Gito…

  • O garoto com os braços para trás, à esquerda da Fotografia, olhando o jogo de vôlei, sou eu!!!!!

  • Marcelo Augusto Reply

    Tu tens mais fotos do Bancrévea?

  • Marco Evangelista Reply

    São as únicas fotos que consegui de lá, fuçando bagulhos lá na casa dos meus pais.

  • Essa piscina, com água escura e dividida entre funda e rasa lembra muito o Ibicuí, balneário pertecente à Moto Honda. Passei boa parte da minha infância indo lá. Nem sei se ainda existe.

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